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Junho – O Mês Que Abalou o Brasil

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Uma conversa sobre Junho – O Mês que abalou o Brasil , filme que assisti no último final de semana e que ainda está em cartaz aqui no Rio de janeiro e em outras capitais. Um ano após as manifestações que entraram para a história política recente do país já é possível revisitar no cinema acontecimentos e imagens que até agora ainda estamos tentando entender exatamente o que houve e o que continua valendo para a compreensão da sociedade brasileira na contemporaneidade. Depois das tentativas de alcançar explicações através de debates, artigos e já alguns livros publicados, agora é a vez do cinema. A sessão de cinema estava vazia, contrastando com os episódios de junho de 2013, que chamaram atenção pela quantidade de gente participando. Mais do que a Copa que está começando, entretendo corações e mentes, acredito que a característica nada popular da produção e do lançamento do filme, realizado pela TV Folha (do grupo Folha de S. Paulo) e limitado por aqui a uma sala na zona...

Educação, Cinema e Infâmia

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Texto que escrevi para a minha participação em uma mesa do evento I Seminário PIBID Interdisciplinar – IM , ocorrido em 9 de junho de 2014 no Campus Nova Iguaçu da UFRRJ   * O cinema é uma das possíveis “vozes da educação”. Nos últimos anos nos acostumamos com a ideia de que existem “outras vozes” e não apenas aquelas que representam as identidades hegemônicas na educação. Diversas “vozes” são reprimidas e até impedidas de “frequentarem” as escolas. Diante do necessário diálogo a respeito das “diferenças”, o cinema poderia estar mais presente, também interpelando a cultura e o nosso tempo, provocando com suas imagens o que muitas vezes não gostamos de encarar de frente: presenças que desafiam nossas visões a respeito do que deve ou não ser admitido na educação, na sociedade. * Vou dividir a minha apresentação em dois momentos. No primeiro vou narrar como desenvolvi meu interesse pelo cinema na educação, informando brevemente algumas das minhas questões e aborda...

Jogo de Cena

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 Repentina e trágica a partida de Eduardo Coutinho. Mas o documentarista deixou, contudo, uma obra para nos dedicarmos durante muito tempo ainda. Há muito para dizer sobre seus filmes. A influência do seu trabalho ultrapassa o interesse dos profissionais e estudiosos do cinema, alcançando admirações e usos mais extensos. Entre pesquisadores da área de educação o nome de Coutinho desperta um interesse crescente. Há muita curiosidade e atenção dedicadas às conversas que produz nos seus filmes. Sua capacidade de fazer (ou deixar...) as pessoas falar é especialmente encantadora para os que utilizam esses encontros na condução de suas pesquisas. Seus personagens são pessoas comuns, existências que fazem a beleza e a pertinência dos seus documentários. Esse é o desejo de tantos que pesquisam no campo da educação: transformar seus entrevistados em protagonistas, de “pessoas comuns” em personagens destacados da pesquisa, reconhecendo a primazia das suas presenças na pró...