BERINO, Aristóteles. Paulo Freire. Rural Semanal - Informativo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, Ano XXVI - n. 04, p. 2, 20-26 de maio/2019.
O cinema de animação sempre conduziu nosso olhar para formas e cores imaginárias. Um mundo bem diferente do nosso cotidiano é desenhado e nele projetamos também nossas fantasias. A animação é criação do artista e cenário encantador para as nossas fábulas. Adoráveis as animações que podem apresentar mundos mágicos e ainda sondar nossas próprias ficções, muitas vezes surpreendentes. A trama do desejo só aparece no final da história, quando segredos são revelados, às vezes na direção contrária do que parecia esperado. Em uma aldeia na África, Kiriku nasce como uma criança incomum. Nasce sozinha e falando. Seus familiares e vizinhos estão assustados com Karabá, a feiticeira. Ela é má. Comeu os homens adultos que tentaram enfrentá-la. Kiriku vai também ao seu encontro. Kiriku está com seu tio, que inicialmente resiste em contar com a companhia da pequena criança. Depois de enganar a feiticeira no primeiro encontro, Kiriku pergunta para o tio o motivo de Karabá ser má....
Depois de ter escrito sobre o filme Tudo Que Aprendemos Juntos , com o propósito de comentar três filmes nacionais lançados em 2015 que “falam” da educação brasileira em suas histórias, agora vou escrever sobre o filme Casa Grande , dirigido por Fellipe Barbosa. Vi o filme no cinema, mas já está disponível em DVD também, que aproveitei para selecionar alguns fotogramas. O protagonista do filme é o jovem Jean (Thales Cavalcanti), estudante no último ano do Colégio São Bento, que atravessa situações comuns à idade. Entre escolher a carreira universitária, viver alguma autonomia diante da sua família e iniciar a vida amorosa, Jean não escapa de alguns conflitos. São dilemas que o diretor do filme apresenta em um enredo mais amplo, problematizando, na verdade, a sociedade brasileira hoje. Os problemas de Jean não são exclusivamente seus, mas de um país que se transforma marcadamente afetado pelas políticas dos “anos PT”. Entre a imagem que inici...
Recentemente, filmes franceses sobre professores não faltam para assistir por aqui, enriquecendo nossas redes de conhecimentos sobre o magistério hoje. Pena que são exibidos, no entanto, em uma rede muito pequena de cinemas. Agora foi a vez de conferir O Professor Substituto , de Sébastien Marnier. Os outros dois que assisti, desde o final de 2017, são: O Melhor Professor da Minha Vida e O Orgulho . No Rio de Janeiro, assisti todos no bairro de Botafogo, na zona sul. São filmes que chegam por ali e não cruzam muitas fronteiras. Nas periferias, os filmes são sempre os mesmos, exibidos em qualquer Shopping Center. Com o cinema pensamos a realidade do magistério também, seus problemas e desafios na contemporaneidade. Inclusive, com filmes que trazem, entre seus personagens, professores e alunos. O cinema, como uma produção artística que interpela o nosso tempo, encontra nos “filmes de escola” um contexto bastante significativo para essa expressão crític...
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