BERINO, Aristóteles. Paulo Freire. Rural Semanal - Informativo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, Ano XXVI - n. 04, p. 2, 20-26 de maio/2019.
O cinema de animação sempre conduziu nosso olhar para formas e cores imaginárias. Um mundo bem diferente do nosso cotidiano é desenhado e nele projetamos também nossas fantasias. A animação é criação do artista e cenário encantador para as nossas fábulas. Adoráveis as animações que podem apresentar mundos mágicos e ainda sondar nossas próprias ficções, muitas vezes surpreendentes. A trama do desejo só aparece no final da história, quando segredos são revelados, às vezes na direção contrária do que parecia esperado. Em uma aldeia na África, Kiriku nasce como uma criança incomum. Nasce sozinha e falando. Seus familiares e vizinhos estão assustados com Karabá, a feiticeira. Ela é má. Comeu os homens adultos que tentaram enfrentá-la. Kiriku vai também ao seu encontro. Kiriku está com seu tio, que inicialmente resiste em contar com a companhia da pequena criança. Depois de enganar a feiticeira no primeiro encontro, Kiriku pergunta para o tio o motivo de Karabá ser má....
Aproveito a ocasição do último Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM de 2017, para escrever sobre o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho . Pensando na redação proposta aos candidatos, sobre os “Desafios para a formação educacionalde surdos no Brasil” , eu me lembrei do filme de 2014, dirigido pelo Daniel Ribeiro. Uma recordação provocada pela polêmica que o tema proposto causou imediatamente nas redes sociais após a sua divulgação. Ao ler o texto da proposta de redação, a primeira impressão que eu tive é a de que estava lendo uma questão para um concurso destinado à seleção de especialista em Pedagogia ou ainda para ingresso em um Mestrado em Educação. Ainda tenho dúvidas sobre o público-alvo da proposta de redação, no entanto, estou certo sobre a temática cidadã e a legitimidade do problema. Eu me lembrei do filme porque constitui uma oportunidade de debater o assunto. O primeiro “texto motivador” da redação apresenta artigos da LDB que determinam o direito da pessoa com d...
Com este post encerro meus comentários a respeito de três filmes nacionais que, em 2015, abordaram em suas histórias questões sobre a educação no pais. Os outros dois posts foram sobre Tudo Que Aprendemos Juntos e Casa Grande . Entre os três filmes examinados, Que Horas Ela Volta? foi o filme de maior destaque na mídia, exibido até na TV aberta. Assisti primeiro no cinema e agora foi possível rever também em DVD, de onde extrai os fotogramas que utilizo aqui na minha conversa sobre o filme. Dirigido por Anna Muylaert, é também o único que não tem “cenas de escola”. O tema educação aparece de outro modo, não menos importante. Pelo contrário, sua aparição no filme é questionadora dos jogos de visibildade-invisibilidades que cercam a sociedade brasileira a propósito dos seus temas mais fundamentais. Ao lado de Casa Grande , o filme de Anna Muylaert discute os efeitos de transitividade que os governos do PT causaram na sociedade brasileira, assinalando especialmente ...
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